Olá, tudo bem? Obrigado pela visita, espero que aproveite o conteúdo desse pequeno pedaço de ciberespaço. De saída informo que escrevo sem compromissos ideológicos, estilísticos ou monetários. Assim como você, sou um mero refém de minhas influências e expectativas. Desejo apenas desenvolver idéias e formular perguntas, nada mais. Um abraço e seja bem-vindo.
Ao contrário da crítica esportiva, que passou a semana desdenhando o amistoso do Brasil com Portugal, eu estava bem ansioso. Primeiro porque não acompanho campeonatos internacionais, assim, nos jogos da seleção tenho para a chance de assistir aos craques brasileiros em ação. Segundo porque o adversário era Portugal, que tenho grande simpatia por ter raízes lusitanas.
Pra surpresa geral o jogo terminou com incríveis 6 a 2 do Brasil, três gols do Luis "Fabuloso". Só golaço, sempre com a bola sendo bem trabalhada, jogadas de linha de fundo, belos chutes. O Brasil jogou muito bem (culpa do Dunga?). Só duas coisas me incomodam: a falta um lateral esquerdo descente (que pra mim não existe melhor do que o Juan) e a titularidade do Anderson (pode ser que tenha talento, mas não pra uma seleção). Portugal também contribuiu ao deixar o Kaká e o Robinho soltos. Em grande fase os caras deitaram e rolaram. Quero vê o que vão falar amanhã.
Algumas coisas me chamaram atenção. Primeiro foi a camisa do Dunga. Que diabo é aquilo? Ele estava usando uma camisa laranja com uma roxa por baixo. Bisonho. Um cara daqueles que ganha tanto dinheiro, podia comprar uns dois blazers e umas quatro camisas brancas, já ficaria legal. Ou usar o uniforme da CBF, que pra mim seria o mais correto e profissional. Cafona também é o Galvão Bueno elogiando o Pelé. Putz! não sai da minha cabeça aquele vídeo em que ele manda o rei calar a boca no intervalo de uma gravação (veja aqui). Parece que são dois Galvões, um ao vivo e outro em standby.
Mas o grande campeão da noite foi o Cristiano Ronaldo. Que jogador mais filho-da-mãe. Fez uma falta violenta no Thiago Silva, o zagueiro não aceitou as desculpas e o cara ficou todo irritadinho, fazendo gestos de menosprezo. Depois com o Marcelo, humilhando o rapaz como quem diz: "Quem você pensa que é para levantar a voz pra mim?" Muito arrogante. Joga muita bola, mas eu não queria no meu time.
Para fechar a noite o repórter da Globo levanta a possibilidade do Adriano "Imperador" jogar a temporada 2009 no Flamengo, formando dupla de ataque com Ronaldo "Fenômeno". Flamenguista já se contenta com pouco (Obina, Vandinho etc), imagine agora com essa possibilidade. Eu já coloquei os dois no meu time de botão, resta agora saber de onde que o mengão vai tirar dinheiro para bancá-los, já que os salários mal estão sendo pagos.
Lost volta ao ar dia 21 de janeiro. As novidades sobre a quinta temporada começaram a esquentar. O primeiro pôster já traz bastantes spoilers. O mais evidente deles é o texto "Destiny Calls" (o destino chama). Pelos desenrolar dos acontecimentos na temporada passada, é quase certo que o destino está chamando os losties de volta à ilha.
Depois temos a ilha dividida. Perceba que existe certo sincronismo entre os dois lados. Jack e Sawyer liderando seus grupos. Ben e Locke (mãos escondidas) fazem o papel do cérebro. Então temos Kate e Juliet como as executoras. Hurley e Daniel os pragmáticos. Sayid e Charlotte os torturadores. Desmond e Miles os mentirosos. Aposto em episódios com o confronto desses personagens. Destoando desse grupo só a Sun, que deve ser o fator surpresa.
Caso o diretor Simon Hunter tivesse transformado A Era da Escuridão (The Mutant Chronicles, 2008) num curta-metragem, com certeza ganharia o Oscar. Os primeiros 15 minutos do filme são excelentes, o campo de batalha parece muito com as imagens da Segunda Guerra Mundial. Enquanto cai uma chuva de bombas e tiros, soldados encurralados numa trincheira trocam idéias, pensam sobre a vida... Leia mais.
Eu acredito em seres extraterrestres. Não é simplesmente uma questão de probabilidade decorrente da infinidade de galáxias. Nem tão pouco cultural, influenciada pelos inúmeros filmes de ficção-científica. Alguns poderiam achar que a questão se sustenta na veracidade de fotos e vídeos amadores, depoimentos de testemunhas, vestígios e arquivos ultra-secretos. Outros culparão o racionalismo da... Leia mais.
Com o lançamento do filme "High School Musical 3", toda a galerinha de South Park entra na onda dos musicais. Os únicos por fora da nova moda é o quarteto: Eric, Stan, Kenny e Kyle, que estavam no Peru resolvendo o problema dos porquinhos-da-índia. Incrédulos, eles não conseguem entender como alguém pode gostar de uma porcaria feito "High School Musical". Muito legal o Eric depois de assistir ao DVD do filme: "Isso é legal? Realmente estamos envelhecendo caras. Vou pra casa me suicidar."
No episódio Stan tem uma crise de ciúmes, pois sua namorada Wendy está toda derretida pela musicalidade de Bridon, garoto que já havia assistido ao filme mais de cem vezes! Com medo de perder popularidade, os meninos passam por cima de suas convicções e entregam-se ao fenômeno musical. Os quatro arriscam até a cantar e dançar para toda a escola assistir. Mas aí já era tarde. A moda já havia mudado de direção.
O episódio é chato, mas a crítica é válida. Assim como South Park, não consigo entender o sucesso de "High School Musical". É um negócio tão americanizado, tão irreal, tão bisonho. Os meninos de South Park têm razão em ficar com o queixo caído. Imagine um troço desses acontecendo em sua escola. O povo levantando da cadeira, cantando e dançando. Parece ficção-científica. Sobrenatural. Entenda, essa é a opinião de quem nunca assistiu nada do musical. A única coisa que conheço são as fotos da Vanessa Hudgens nua que vazaram na web.
Melhor do que a própria goleada em cima do Palmeiras, é a segunda-feira de encarnação aos amigos. A moral fica elevada, o otimismo cresce e o mundo inteiro ganha um colorido especial. Outra coisa bacana é assistir ao Globo Esporte. Geralmente eles fazem uma matéria caprichada após os jogos do Flamengo. Nem sempre eles acertam, mas dessa vez a equipe de jornalismo foi feliz ao contar a história do baile rubro-negro no Maracanã.
A capa da revista Veja dessa semana é o ator Fábio Assunção. Sem condições de atuar, o galã deixou a novela "Negócio da China", para tentar se livrar do vício em cocaína. A reportagem mostra que não faltam exemplos de celebridades quem afundaram nas drogas: Elis Regina, Vera Fischer, Nelson Gonçalves, Felipe Camargo, Marcello Antony, Cássia Eller. Alguns morreram no auge do sucesso... Leia mais.
Vida de torcedor longe do estádio é um sofrimento. Hoje, enquanto a filiada da Globo no Maranhão mostrava o jogão entre Flamengo e Palmeiras – briga direta pelo título – a TV Clube no Piauí preferiu liberar as imagens de Goiás e Botafogo. Inacreditável! Não sei quem decide o jogo da TV, mas tenho certeza que existe um alvinegro infiltrado por aqui. A torcida do Flamengo no Piauí, assim como acontece em todo nordeste, é absoluta maioria. Existem pelo menos 100 flamenguistas para cada botafoguense. Então qual o critério para decidir mostrar um jogo e não outro? Ainda bem que Teresina sintoniza bem a maranhense TV Antares.
A Band também mostrou o jogo, mas é muito difícil agüentar os comentários do Neto. O Luciano do Valle é outro, mesmo sem querer acaba torcendo pelos clubes paulistas. Toda vez que o Flamengo ia pro ataque ele gritava: "Cuidado! Cuidado!" Não sei o que ele queria dizer com isso, mas pegou muito mal. Nem mesmo os gritos da torcida rubro-negra o microfone consegui capturar, preferindo focar as atenções ao Vanderlei Luxemburgo. Passaram o primeiro tempo inteiro reclamando que o árbitro deixou o Flamengo cobrar uma falta no lugar errado. Esqueceram de comentar que a mão na bola do palmeirense foi pênalti.
O jogo em si foi sensacional, muito emocionante. Claro que depois de um massacre de 5 a 2 fica fácil elogiar. Até o técnico Caio Júnior teve seu nome gritado no Maracanã (timidamente, mas merecidamente). Mas antes da goleada o Flamengo continuou mostrando os mesmos erros das últimas partidas: faz um gol e recua o time. Logo no início do jogo o Marcelinho Paraíba aproveitou um lindo cruzamento de Kléberson e abriu o placar. Aí o Palmeiras começou a sufocar e acabou empatando. Parecia que vinha uma nova tragédia pela frente, mas Ibson na raça fez 2 a 1.
No segundo tempo o Flamengo continuou errando na marcação, deixando o ataque do Palmeiras tocar a bola com facilidade. Mas pra nossa sorte Kléberson, num dia inspirado, tocou pra Ibson fazer um golaço. A bola fez uma curva linda e entrou no ângulo do goleiro Marcos. O jogo parecia ganho, mas o diabo do Palmeiras fez o segundo, aproveitando uma bobeira na marcação. Mais sofrimento? Ibson provou que não, depois de mais um cruzamento rasteiro de Kléberson, o artilheiro rubro-negro fez um golaço de letra. Quase quebrei a porta do quarto. Para coroar a tarde de ouro, Kléberson fez mais um e fechou a goleada.
Com a vitória por 5 a 2, o mengão assumiu o segundo lugar na corrida pelo título brasileiro. Pena que duas horas depois o Grêmio tenha vencido e nos derrubado pra terceiro. Mas o importante é que subimos duas posições. Cruzeiro e Palmeiras já não tem mais chances de brigar pelo caneco. Até mesmo para o Flamengo a coisa está difícil. Tirar 5 pontos de vantagem pro São Paulo em apenas três jogos desestimula um pouco. Pior do que isso é torcer pro Vasco na próxima rodada. Quem diria, os cruzmaltinos irão decidir a sorte do Flamengo. Caso o Vasco vença o São Paulo, aposto todas minhas fichas no jogo do Goiás, última rodada do campeonato.
Gostei muito do jogo, acho que o Flamengo soube aproveitar bem o talento de seus dois maiores craques: Ibson e Kléberson. Lamentável apenas a atuação do Obina. Ele mal conseguia ficar de pé. Fominha, cheio de dribles toscos e chutes errados, não sei o que ele fez para continuar os 90 minutos em campo. Gostei da entrada do Éverton, discreto mas sempre útil (merece ser titular). O Jaílton, embora tenha cometido o pênalti, salvou várias bolas. Fábio Luciano jogou com muita raça. Bruno deu umas saídas esquisitas, mas fez milagres. Só faltou o brilho de Léo Moura e Juan. Mas aí o Flamengo teria vencido de 50 a 2, seria humilhante demais.
Cara, esse foi o melhor episódio de The Clone Wars. Incríveis duelos som sabres de luz e muita ação. A trilha sonora, que prejudicou o episódio anterior, desse vez cria o clima ideal para a frenética missão de "resgate". Anakin e sua turma devem se infiltrar na esfera de batalha separatista e destruí-la. O mercenário Gha Nachkt capturou R2-D2 e entregou de bandeja para o General Grievous. Abrindo a memória do robozinho eles descobrem todos os planos da República.
Ahsoka, que eu estava achando ser uma espiã, mergulhou de cabeça nesse episódio. Ela é o grande destaque. Provou seu valor e sua inocência ao chegar perto da morte. A cada dia ela se torna mais forte, mais corajosa. Até o Grievous ela enfrentou sozinha, muito legal. No episódio descobrimos o verdadeiro traidor: R3-R6. O robô dourado é um tremendo filha-da-mãe que finge ser desastrado para colocar os Jedi em perigo.
O embate entre R2-D2 e R3-R6 é histórico, nunca havia ocorrido nada parecido em toda a trajetória de Star Wars. A força do Anakin é outro ponto alto. Acho que nesse ponto da história ele já pode ser considerado mais forte que qualquer ameaça humana, alienígena ou robótica. O sujeito encara uma batalha atrás da outra, sem descanso e quase sempre com sucesso. E mesmo assim tem que ficar escutando lição de moral do Obi-Wan. Chega uma hora que o cara explode mesmo. Grande episódio.
Depois uma série de derrotas desastrosas, nas mãos do General Grievous, a base da República na Orla Externa está ameaçada. Dispostos a proteger o mundo de Bothawui, a tropa de Anakin Skywalker é tudo o que resta entre o sistema e a dominação pelo exército dróide. Entre as perdas recentes está o pelotão em Falleen. Disposto a lutar, Anakin escuta uma lição de sua padawan: "Suicídio não é o modo Jedi". Pelo visto a menina não conhece a história dos Skywalker’s.
Não gostei da trilha sonora eletrônica do episódio, chamou atenção demais, parecia deslocada, não tem a cara de Star Wars. O fato acabou comprometendo a qualidade do episódio. Os estratagemas de batalha não têm a mesma adrenalina de outros momentos. Na perseguição à Grievous, Anakin sofre um acidente e quase morre. Quando acorda descobre que R2-D2 está desaparecido. Mas o que chama atenção é o fato do General Grievous estar sempre um passo a frente da República.
Ahsoka apresenta Anakin a R3-S6, seu noivo robô assistente. Ele não parece ter gostado de alguém no lugar do amigo R2, que a cada dia mostra mais apego ao dróide. Ele e Ahsoka vão até uma nave de ferro-velho procurar o robô, mas acabam entrando numa enrascada provocada pelo atrapalhado R3. O interessante é que Ahsoka parecia empurrar Anakin para uma cilada, fazendo-o tomar decisões erradas. Será ela uma espiã separatista? Outro estranho é esse tal R3. O robô quase mata Anakin ao acionar o rastreador e desligar o hiperdrive. Com amigos assim quem precisa dos separatistas?
Teresina e o calor sempre tiveram uma relação difícil. Em tempos de B-R-O-BRÓ (período entre os meses de setembro e dezembro) o assunto toma conta da mídia nacional, causando calafrios na população. Final do mês passado saiu uma reportagem engraçada no Jornal Hoje (Globo), mostrando um pouco das estratégias dos teresinenses para conviver com o calor de 40º: sombra, água fresca e o alívio do ar condicionado.
Há quase 27 anos morando nessa cidade, posso dizer que não adianta correr atrás de sombra. O calor abafado que sopra do chão é pior do que a incidência solar. Água fresca é bobagem. Água só presta gelada, de preferência acompanhada de gelo para ficar mastigando depois. Condicionador de ar funciona. Todo mundo em Teresina usa no carro, em casa e no trabalho, mas entre uma coisa e outra não dá para escapar. Com isso somos obrigados a enfrentar constantes variações térmicas, representando nosso maior mal.
A primeira coisa que deveríamos fazer para diminuir o impacto do calor seria reconhecer o problema. O teresinense acha uma ofensa quando alguém diz que a cidade é quente. Com isso ficamos tentando importar modelos inadequados. Teresina não tem parques, os moradores não têm o hábito de freqüentar piscinas, não utilizamos guarda-sol, as roupas que usamos são inapropriadas, nossos horários de trabalho e estudo estão errados, não plantamos árvores, não cuidamos de nossos rios. Teresina precisa se conhecer e aceitar.
Em 2001 fui conhecer Orlando-EUA, paraíso dos parques temáticos. Na Universal Studios encontrei duas das melhores montanhas-russas do mundo: "Incredible Hulk" e "Dueling Dragons". Já a MGM Studios ofereceu-me a mais psicodélica: "Rock 'n' Roller Coaster", em que se viaja ao som do Aerosmith. Divertidas, mas nada que chegue perto da imponente "Kraken", em SeaWorld. Porém... Leia mais.
Com Arthur Petrelli assumindo o comando de Heroes, era de se esperar um flashback para relembrar a importância do personagem à história. Através de uma viagem espiritual de Hiro, 3x08 mostra os bastidores do golpe da falsa morte de Arthur. É emblemático que Nathan tenha salvado seu pai, mesmo depois da tentativa de assassinato que sofreu. Paralelo a isso navegamos um pouco pelo histórico psicológico de Sylar.
Sei não, pra mim Heroes não tem muito futuro. Não vejo como a série pode crescer. Esse negócio de ficar mostrando um novo personagem a cada episódio já está saturado. Pior do que a entrada, só a saída. O Usutu, por exemplo, nem teve a chance de mostrar de mostrar sua história. Já decapitaram o africano visionário. Os únicos personagens que caminhavam bem era Peter e Sylar, mas a série esqueceu os dois. Nem de longe lembra os embates filosóficos da temporada passada.
Gosto desses anúncios diferentes que de vez em quando aparecem nas revistas. Um exemplo é esse das panelas de teflon Tramontina, criado pela agência "Reskala y Asociados", do México. Pena que mágica só funcione mesmo com ovo frito.
Falta assistir alguns fortes candidatos como "Os Mosconautas no Mundo da Lua" e "Madagascar 2: A Grande Escapada", sucesso de bilheteria. Senti falta nessa lista de "Space Chimps - Micos no Espaço", que embora eu ainda não tenha assistido, parece ter uma qualidade visual impressionante.
* Filme ainda não exibido comercialmente na região de Los Angeles pelo prazo mínimo de 7 dias até o dia 30 de dezembro, descumprindo uma das exigências da Academia.
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