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As novas ideias que irão mover o mundo da Administração

O que você anda pensando? Sobre quais temas e conceitos você anda queimando sua energia intelectual? Está investigando alguma coisa? Desenvolvendo alguma pesquisa? Intrigado com alguma informação?

A publicação Business Strategy Review, compilada por Stuart Crainer, a qual tive acesso através da revista HSM Management (edição 56 maio-junho 2006), foi atrás dessas respostas com os maiores pensadores do management da atualidade. Essa investigação é importante porque são esses intelectuais que irão ditar os temas dos próximos livros, artigos e palestras do mundo da administração.

Charles Handy (Filósofo social): "A filosofia e a filantropia são minhas duas preocupações atuais. Estou terminando um livro chamado 'Myself and Other More Important Matters', que deve ser publicado ainda no primeiro semestre de 2006. Nele trabalho o que aprendi em vários episódios e períodos de minha vida, para, a partir daí, descobrir qual a filosofia de vida subjacente a tudo isso."



James Champy (Co-autor do best-seller "Reengenharia"): "Os consumidores vêm-se beneficiando de aumentos significativos de produtividade e da transferência de mão-de-obra para países de baixo custo de produção. Com exceção do petróleo, os custos – e os preços – em todos os setores parecem só cair. Os consumidores esperam cada vez mais, pagando cada vez menos. É o que chamo de economia do 'mais por menos'. Em algum momento, as empresas não serão mais capazes de reduzir custos e preços e a competitividade se baseará também no valor entregue. Isso requererá um grau maior de inovação do que aquele presente em novos produtos ou serviços. Aprender a entregar mais por menos será o desafio dos próximos dez anos e obrigará que se repensem estratégias, estruturas e processos. É um desafio que vai além da reengenharia."

Marshall Goldsmith (Coach de executivos): "Trabalho atualmente em descobrir por que é tão difícil para as pessoas – mesmo para as mais inteligentes, dedicadas e comprometidas – mudar seu comportamento ao saber que devem fazê-lo. Em meu trabalho como coach de executivos, sou contratado por profissionais de muito sucesso para ajudá-los a mudar seu comportamento. Embora o que eu peça para eles fazer seja em geral bastante simples, na verdade está longe de sê-lo. Em setembro deste ano, será publicado meu livro 'What Got You Here Won’t Get You There'. Ele explora os desafios da mudança de comportamento por meio de muitos exemplos e estudos de casos que recolhi em meus anos de trabalho com executivos."

Bruce Tulgan (Consultor e fundador da Rainmaker Thinking): "A subgestão [under-management, em inglês] é muito mais devastadora e comum do que a microgestão. Na verdade, a consciência disseminada sobre os perigos da microgestão e os esforços para evitá-la acabam contribuindo para a subgestão. Entre os muitos objetivos de meu próximo livro, 'The Under-Management Epidemic', estão: contribuir para que o termo 'subgestão' ocupe seu lugar no glossário do management, ao lado de 'microgestão', e fazer com que ela seja mais ameaçadora e mais evitada que a microgestão."

Sydney Finkelstein (Professor da Tuck School of Business Management, Dartmouth College): "Depois de concluir meu livro 'Why Smart Executives Fail' e falar dele em todo o mundo, ficou claro para mim que há outra parte da história que ainda não foi contada. Como exatamente uma liderança ou uma organização podem tornar-se imunes às síndromes de fracasso que registrei no livro? É claro que não é possível chegar à imunidade completa, mas estou desenvolvendo agora novas idéias sobre o que executivos podem fazer para proteger-se de um fracasso em larga escala. Muito poucas companhias possuem algo próximo de um sistema de alerta, e meu novo trabalho busca identificar empresas que diminuíram seu risco na estratégia, tentarei descrever o que os executivos podem fazer para reduzir seu próprio risco. A pesquisa tem ajudado a criar um conjunto de diagnósticos que podem ser usados tanto por executivos como por diretorias a fim de identificar áreas de fraqueza potencial, fornecendo ferramentas para lidar com tais fraquezas."

Philip Kotler (Professor de marketing da Kellogg School of Management): "Estou trabalhando em três projetos que pretendo transformar em livros. 1. Marketing no setor público: desafios, estratégias e recompensas. Há uma necessidade crescente no setor público de empregar conceitos e técnicas de planejamento do marketing moderno, a fim de que possa alcançar seus objetivos de forma mais eficiente e eficaz. 2. Marketing estratégico para organizações de saúde: desenvolvendo um sistema de saúde voltado para o consumidor. O objetivo é determinar como o sistema de saúde pode ser mais bem projetado a fim de que gere cidadãos saudáveis. O sistema de saúde vive conflitos entre diversos grupos de interesse – médicos, hospitais, organizações mantenedoras, governo, companhias de seguro. O projeto deve mostrar qual a abordagem de marketing apropriada para cada um desses grupos e que possa funcionar para atender aos interesses dos consumidores. 3. Como ajudar os pobres do mundo: criando soluções para a pobreza por meio da análise de mercado e do marketing social. O objetivo é aplicar conceitos de segmentação de mercado ao problema da pobreza. O ambiente de mercado da pobreza tem sido insuficientemente segmentado. O resultado é que os mesmos procedimentos de serviço social são aplicados a situações muito diferentes. A proposta é melhorar a combinação entre os problemas dos vários segmentos da pobreza e as soluções para cada um deles."

Peter Cohan (Consultor, autor e investidor de risco): "O capital de risco dá respaldo a empresas como Google, Yahoo!, Microsoft e Cisco, que geram empregos, faturamento e alto retorno sobre o investimento. O objetivo de minha atual pesquisa é compreender por que alguns investimentos de risco aumentam em valor e outros não. Para isso, estabeleci uma parceria com o professor Barry Unger, da Boston University, que também é empreendedor e investidor de risco. Com base nos primeiros dados recolhidos, nossa proposta é investigar como diferentes estilos podem levar ao sucesso. Sabemos que alguns investidores se concentram em gerar alto retorno por meio da criação de empresas cujos resultados melhorem sob sua tutela, enquanto outros tentam ser líderes mundiais introduzindo tecnologias inovadoras e deixando que os resultados financeiros venham depois."

Gary Hamel (Consultor e co-autor de "Competindo pelo Futuro"): "Atualmente meu trabalho se concentra no tema da inovação do management e em algo que chamo de 'Laboratório de Inovação do Management'. Para mim, trata-se de inovar em relação a princípios e processos do management, o que influencia substancialmente o que os executivos fazem e a forma como fazem. Tentaremos desenvolver uma metodologia que nos permita ser muito mais propositivos sobre inovação em management e, portanto, acelerar significativamente a evolução do próprio management. Houve muitas inovações no management nos últimos cem anos, mas ninguém se perguntou como fazer para ter uma metodologia que garanta que isso ocorra de forma consistente, ou seja, que a inovação no management seja algo repetível. É o que estamos tentando fazer."

Rosabeth Moss Kanter (Professora da Harvard Business School e autora do livro "Confidence"): "Meu livro 'Confidence' foi publicado tão recentemente que ainda estou trabalhando em suas aplicações e implicações, tais como ferramentas para diagnosticar a cultura de um negócio e identificar sinais vencedores ou perdedores em gestação ou para analisar os elementos de uma cultura no que diz respeito à responsabilidade, à colaboração e à inovação. Continuo interessada em ações exemplares de líderes que potencializam a inovação. Também estou profundamente imersa em novos casos de integração bem-sucedida em processos de fusão, que demonstram como líderes confiantes são capazes de dividir o poder, evitando criar ambientes de perdedores e vencedores. Olhando para a frente, busco identificar o próximo conjunto de desafios mundiais que serão enfrentados pelas economias e pelas pessoas. Penso que a revolução demográfica representa uma imensa oportunidade."

John Patrick (Pioneiro da internet): "Pensei em fazer outro livro, mas, ao comparar o sofrimento de publicar com a alegria de fazer um blog, é difícil mergulhar nessa tarefa. Meu blog [patrickweb.com] tem registrado mais de 500 mil pageviews por mês, e isso me mantém inspirado para escrever. Acredito que os blogs ainda são subestimados, assim como os padrões Wi-Fi [abreviação de wireless fidelity, tecnologia usada para criação de redes sem fio para comunicação em alta velocidade – até 50 megabits por segundo, podendo chegar a 108 megabits por segundo]. Além disso, o geocaching [jogo que é uma espécie de caça ao tesouro planetária e funciona por meio de GPS e internet] deve emergir como algo grande, tanto como esporte quanto como grande quantidade de informação e metainformação [a informação que descreve a informação]."

Nirmalya Kumar (Professor de marketing da London Business School): "Seguindo a trilha de meu livro 'Marketing como Estratégia', estou trabalhando em duas novas obras. A primeira chama-se 'The Private Label Revolution'. O número de 'marcas privadas', ou marcas próprias do varejo, cresceu significativamente nas últimas duas décadas, especialmente nos setores de vestuário, móveis e bens de consumo embalados. As marcas próprias do varejo respondem hoje por 40% das vendas em supermercados na Europa e 20% nos Estados Unidos. As marcas dos fabricantes tradicionais conseguirão sobreviver nesse cenário? Quando as marcas próprias são mais bem-sucedidas? São questões como essas que trato nesse livro. O segundo livro chama-se 'Rare Commodity: Moving Business Markets Beyond Price to Value'. O maior desafio de mercado enfrentado pelas empresas que atuam no mercado business-to-business é como lidar com a incansável pressão sobre os preços que os clientes exercem sobre os fornecedores."

Warren Bennis (Especialista em liderança): "Meu trabalho em andamento é um livro em co-autoria com Noel Tichy [um dos mentores de Jack Welch na General Electric]: 'Judgement – The Essence of Leadership'. A capacidade de julgar é o fator mais importante da liderança e o menos reconhecido. Sem a plena compreensão do papel da capacidade de julgar e da forma pela qual as decisões são construídas, a liderança nunca estará completa."

Edward Lawler (Educador da área de administração de empresas): "Acredito que as questões referentes à forma, à mudança e à eficácia das organizações têm sido olhadas pelo prisma errado. Os modelos de organização que temos são de cem anos atrás e nasceram em uma época em que o ambiente de negócios era estável ou, pelo menos, previsível. Por isso, tendemos a projetar as empresas e os processos de mudança a partir da premissa de que eles devem ser previsíveis, estáveis e equilibrados. Meu novo livro, 'Built to Change', propõe um modelo baseado na premissa de que a organização está mudando o tempo todo. Para isso, é preciso entender que algo na empresa deve ser estável – caso contrário, todos ficariam loucos. Pode-se construir uma organização mutável em torno de uma identidade relativamente estável."

Peter Fisk (Consultor e autor): "As empresas precisam de um grau de genialidade maior para obter sucesso nos mercados intensamente competitivos de hoje. A precisão numérica – da automação, dos bancos de dados e das métricas – ajudou a otimizar o presente, mas prejudicou a visão de futuro e a criatividade. É o caminho para a mesmice e para uma visão exclusivamente de curto prazo. As empresas precisam do equilíbrio: entre os lados direito e esquerdo, entre estratégia e ação, entre garantir o hoje e criar o amanhã, entre clientes e acionistas. Esse é o tema de meu novo livro, 'Marketing Genius'. Nele mostro com exemplos reais que as marcas e empresas líderes estão pensando e agindo de forma diferente das outras. Em geral, os investimentos em marketing não se pagam no mesmo ano em que são realizados; 60% deles geram faturamento no ano seguinte. Isso requer dos profissionais de marketing capacidades estratégicas, inovadoras e comerciais, um pensamento que combine os lados direito e esquerdo do cérebro e uma abordagem de fora para dentro, e não de dentro para fora. Os profissionais de marketing deveriam ser os mais importantes, influentes e inspiradores da organização. No entanto, o talento dessas pessoas tem sido limitado a questões operacionais, em uma função de apoio com contribuições marginais para o negócio central. As empresas não conseguirão sobreviver nos mercados atuais desse jeito."


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