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X-Men 3 - O Confronto Final: uma das adaptações mais divertidas dos últimos anos

Na viagem de volta de Recife-Teresina, tive que ficar 4 horas em Fortaleza. Surgiu a idéia de assistir ao filme X-Men 3 - O Confronto Final (X-Men: The Last Stand, 2006). Peguei um táxi e fui até o Shopping Iguatemi, 20 minutos do aeroporto. Corri e consegui ingresso para a última sessão, às 21hs. Como meu vôo era às 23h30 e o filme tinha 1h30 de duração, calculei que sairia tudo bem. Eu achei... Leia mais.
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O Código Da Vinci: versão para católicos

Estou em Recife/PE. A cidade é maravilhosa, lindas praias, prédios seculares, rica cultura popular e um povo hospitaleiro. No entanto, uma coisa me fez sair correndo de tudo isso... não, não foram os tubarões [que por sinal aqui tem demais], foi o filme O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, 2006). Milhões de pessoas no mundo já pagaram ingresso para assistir a versão cinematográfica do livro. É a segunda... Leia mais.
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Missão Impossível 3: um engenhoso duelo entre a razão e a emoção

Missão Impossível 3 (Mission: Impossible 3, 2006) é precedido por "Missão Impossível" (1996), dirigido por Brian De Palma, e "Missão Impossível 2" (2000), de John Woo. Para mim o primeiro filme foi excelente. Tecnologia, ação e suspense na medida certa. Já no segundo filme John Woo foi muito prejudicado pelo péssimo roteiro. A estória é ridícula, sem conteúdo. Uma grande... Leia mais.
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Desmundo: a fome da esperança e o sabor da amargura

Desmundo é um romance brasileiro escrito por Ana Miranda e adaptado para a telona pelas mãos do cineasta Alain Fresnot. Não li o livro, então vou fazer considerações apenas sobre o filme Desmundo (Desmundo, 2003). O longa carrega todos os ingredientes de uma película tupiniquim. Sexo, violência e consternação. Não quero dizer com isso que Desmundo deixa de ser um ótimo trabalho, pelo contrário, os... Leia mais.
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Star Wars Revelations: o filme criado pelos fãs para continuar a saga de George Lucas

Criatividade é a característica que mais admiro num profissional. Ter uma idéia transgressora e fazer de tudo para colocá-la em prática é algo que ganha minha admiração. Recentemente com o lançamento do filme "A Vingança dos Sith", a sexta parte da seqüência Star Wars, o diretor George Lucas disse que esse seria o fim da história. Nunca mais teríamos a oportunidade de vê o vilão Darth Vader em ação. O que o diretor não imaginava é que um grupo de fãs de Star Wars se uniria para produzir uma nova seqüência, um curta-metragem independente que chamaram de Star Wars Revelations.

O filme tem duração de 47 minutos e foi feito por uma equipe de cerca de 200 pessoas - incluindo técnicos, diretor e atores - no pequeno estúdio da Panic Struck Productions. Ninguém recebeu nenhum salário, pelo contrário, para despesas como figurino os atores tiveram que custear com o próprio bolso. O trabalho era feito sempre em finais de semana, em horários em que as pessoas envolvidas estavam de folga de suas verdadeiras atividades profissionais. Ao todo Star Wars Revelations levou três anos para ser concluído.

Eu vi o filme e gostei muito. As cenas das naves em combate são impressionantes. Evidentemente não estou comparando com as super-produções milionárias feitas por George Lucas, mas sim com uma obra produzida por fãs. Do ponto de vista técnico, não fica devendo a nenhuma produção dos anos 80, digo mais, é similar a primeira trilogia de Star Wars (1977, 1980 e 1983).


O legal de tudo isso é que o filme é totalmente gratuito. No website da Panic Struck Productions há vários links para download do filme completo ou do trailer. Clique aqui para baixar o filme (tamanho: 260MB - resolução: 600x400 - formato: WMV).

A história de Star Wars Revelations se passa depois de "Star Wars Episódio III - A Vingança dos Sith". O Templo Jedi foi destruído, o Imperador Palpatine ascendeu ao poder ajudado por Darth Vader. Quase todos os cavaleiros Jedi foram eliminados pelo Império e os poucos sobreviventes são fugitivos caçados.

No filme há uma nova vilã: Zahana, a "Mão do Imperador". Ela e Darth Vader, em sua tradicional armadura negra, procuram conquistar a confiança do Imperador através da eliminação dos últimos Jedi. A heroína do filme é Taryn Anwar, uma rebelde que conseguiu escapar do controle imperial e que procura por um artefato Jedi antigo que poderia ser usado para destruir o Império.

Aposto que essa é a primeira parte de uma série de filmes não-oficiais sobre Star Wars que vão começar a surgir pela internet. Espero que sim, pois no meu entender, essa é a maior vantagem da internet: democratizar as produções locais e torná-las sub-produtos de uma nova cultura cibernética de abrangência global.
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Teoria Lost | Big Brother! Big Brother! Big Brother!


Tenho certeza que ao vê Locke e Mr. Eko explorando a Estação 5 (The Pearl), muita gente deu um pulo pra trás... "nossa, isso é Matrix!". Bem... pelo menos comigo foi mais ou menos assim.

A imagem do Arquiteto conversando com o Neo em Matrix veio logo à minha mente. Lembra daquelas telinhas atrás do Arquiteto mostrando a vida do Neo? É demais.



Recentemente os irmãos Wachowski nos presentearam com mais uma jóia, filmaram V de Vingança, inspirado na criação de Alan Moore. E lá estão as telinhas novamente controlando a vida das pessoas. Inclusive o personagem “V” mata a facadas o apresentador Gordon Deitrich (Stephen Fry), ao fundo dezenas de TVs.

Veja:





No filme "Orientation 5/6" da Dharma Iniciative podemos vê a mesma cena.



Tudo bem, Matrix é legal, mas vamos em busca da fonte que deu origem a esse clássico. Assim como Matrix e V de Vingança, diversos outros filmes e seriados tomam por base a obra "Nineteen Eighty-Four", ou 1984, de George Orwell. No enredo, Orwell desenvolve uma metáfora pessimista do pós-guerra. O futuro da humanidade é dominado pelo totalitarismo. Orwell escreve: "Se queres uma imagem do futuro, pensa numa bota pisando um rosto humano, para sempre".

No livro George Orwell mostra-se desencantado com o socialismo stalinista, causa que ele defendia na luta contra o nazi-fascismo. Aliás, muitos dizem que 1984 é "o grande clássico da desilusão de um esquerdista com o comunismo". Outros falam que Orwell colocou o regime de Stalin sob "execração universal". De certo que o livro acalorou o debate ideológico entre comunistas e democratas, dividindo ainda mais o mundo intelectual na época da guerra fria.

Mas para os fãs de LOST, vamos ao romance propriamente dito. A novela narra a epopéia intelectual do cidadão Winston Smith. Ele vive num país dominado por um partido político totalitarista chamado Ingsoc. O líder desse partido é o Grande Irmão (Big Brother). O Grande Irmão é uma espécie de deus vivo. Em todos os lugares da cidade há um cartaz com a foto dele e uns dizeres onde se lê: "O Grande Irmão Zela Por Ti" (Big Brother is Watching You). Sinalizando que tudo que acontece na sociedade ele toma conhecimento.

É essa passagem do livro que que destacar. O Big Brother de Orwell consegue ser onipresente com a ajuda das Teletelas (uma espécie de televisão de mão dupla). Igualzinho ao que se viu em LOST. Elas estão por toda parte. Sua função é espionar as pessoas e vincular mensagens e músicas de apologia ao Grande Irmão.

Em LOST, o Locke observa uma das telas, veja:



Já foram realizados quatro filmes baseados na obra-prima de George Orwell. Duas produções para a TV (uma em 1956 e a outra em 1965), e duas para o cinema. A primeira versão cinematográfica foi em 1956. Eu vi a versão mais recente, dirigida por Michael Radford. Veja quanta semelhança entre LOST e o filme de Michael Radford.



Essa outra é uma das cenas mais marcantes. Nela o ator John Hurt, que interpreta o papel principal de Winston Smith, modifica registros históricos ao recortar revistas e jornais. O que interessa para quem curte LOST é a forma como ele recebe essas mensagens. As mensagens são inseridas em uma espécie de tubo e colocadas em um sistema rudimentar de troca de arquivos. Veja as imagens do tubo:





Quando vi o Locke analisando o tudo da Estação 5, tomei um susto. Impossível não relacionar com 1984. É ou não é a mesma coisa? Plágio! (risos)





Olha um outro exemplo que a TheLostLady chamou atenção. O grupo de ginástica do vídeo Orientation 5/6 é assim:



E agora veja a cena do filme 1984 de Michael Radford, em que o Winston Smith é obrigado a fazer ginástica em frete a Teletela:





Como todos os demais escritores da distopia, Orwell era um pessimista que viu o futuro desesperançado. O Estado moderno, particularmente os de regime socialista havia desenvolvido tamanha capacitação de controle sobre o coração e a mente dos indivíduos, que para ele era impossível pô-lo abaixo.

O livro é maravilhoso. Mas quem não tem como lê e mesmo assim deseja entender um pouco mais sobre a Estação 5 de LOST, recomendo assistir ao filme 1984 de Michael Radford. Orwell mostra uma sociedade totalmente dominada pelo Grande Irmão, um exemplo é a cena abaixo, mostrando a saudação diária que a população era obrigada a fazer.



Será que "Ele", o todo poderoso líder dos Outros que o Henry Fake Gale se referia, é o Grande Irmão do livro de Orwell??? Se for nossos heróis estão perdidos. O Grande Irmão não costuma perdoar as pessoas contrárias à sua filosofia.

Veja essa cena em que Smith é torturado por O'Brien, um dos líderes do Ingsoc, porque se recusa a acreditar que 2 + 2 é diferente de quatro.





Bem, espero ter contribuído para o debate. Pode ser também um devaneio meu. Eu costumo vê Orwell em tudo. Mas que dá para desconfiar que tem um pouquinho de 1984 nessa estória... isso dá.


OBS: Texto originalmente publicado no fórum do LostBrasil, local em que você poderá acompanhar todo o debate sobre essa teoria.
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A Era do Gelo 2: uma poderosa animação do brasileiro Carlos Saldanha

Em pouco mais de um mês em cartaz, A Era do Gelo 2 (Ice Age 2: The Meltdown, 2006) continua líder absoluto das bilheterias mundiais, já faturou US$ 177,9 milhões. A animação é o 1º filme dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha, que havia trabalhado como co-diretor em "A Era do Gelo" (2002) e "Robôs" (2005). Em entrevista à revista Superinteressante (edição 225 - 04/2006), Carlos... Leia mais.
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Instinto Selvagem 2: a mistura que antes causava frisson agora faz dormir

A [...] da Sharon Stone ficou famosa mundialmente depois da famosa cruzada de perna no filme Instinto Selvagem. Uma mistura alucinante de sexo, drogas, assassinato e corrupção. Depois de 14 anos a loira volta a interpretar a misteriosa escritora Catherine Tramell em Instinto Selvagem 2 (Basic Instinct 2, 2006). A idéia é a mesma do primeiro filme. Enquanto Catherine... Leia mais.
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