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Todo Mundo em Pânico 4: o único objetivo é satirizar grandes sucessos do cinema

Todo Mundo em Pânico 4 (Scary Movie 4, 2006) é uma comédia estilo pastelão-americano. Um filme em que o único objetivo é satirizar grandes sucessos do cinema. Só gostei da sacanagem feita com o terror "Jogos Mortais" (2004) e da piada em cima de "O Segredo de Brokeback Mountain" (2005). Também mereceu um leve riso a cena em que Leslie Nielsen (o Renato Aragão deles) interpreta George Bush... Leia mais.
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Recursos Humanos e a cultura de alto desempenho

Na revista HSM Management (ed. 58 de set-out/2006), Libby Sartain, vice-presidente do Yahoo!, aborda o momento meio "confuso" que hoje vivem os profissionais de Recursos Humanos (RH). Segundo a especialista, o único caminho para o RH entrar nos trilhos é uma transformação em seu papel dentro das empresas. O profissional de RH tem que assumir a responsabilidade e tornar-se um "agente de mudança" no processo de criação de uma cultura de alto desempenho.

Mas por onde começar? Onde o setor de RH pode agregar mais valor? Libby acredita que tudo começa com discussões ampla sobre a cultura da empresa, através de pesquisas, fóruns e entrevistas envolvendo todos os níveis. Também é preciso reavaliar os estilos de liderança, os programas de RH e as práticas do setor para determinar os fatores que movem e reforçam a cultura.

Toda mudança causa resistência, é fato. Mas existe uma maneira simples de diminuir o impacto da mudança: fale a verdade. Escreva um estudo de caso e estimule as pessoas a pensar. Por que é preciso mudar? De que maneira as mudanças desejadas na cultura da empresa podem dá apoio à estratégia corporativa?

Conhecido a situação da empresa, vamos definir a cultura desejada. É hora de colocar a equipe de liderança para trabalhar. Ponha em debate os valores essenciais que sua empresa deve ter, o comportamento desejado e a visão que será comum a todos. Somente com esses elementos essenciais o esforço de mudança cultural terá êxito.

Pronto! Tudo bem elaborado e discutido. Chegou a hora de colocar tudo no papel. Desenvolva um plano de ação para reforçar a cultura e promover a mudança. "Comece com as prioridades e dedique-se a solucionar as mais complicadas. O modo como as coisas são feitas deve reforçar a cultura."

Prestou atenção que até agora a arquitetura desse novo plano ficou no nível estratégico? Pois essa é a hora de repassar as conclusões dos líderes. Comunique o que tem de ser mudado e o por quê da mudança. Nessa hora você e sua equipe vão precisar muito da contribuição das pessoas para a definição das alterações dos processos. Posteriormente esclareça quais são as expectativas e divulgue as vantagens de mudar.

Passado essa etapa, chega um dos momentos mais críticos. Chegou a hora de mudar a estrutura organizacional para viabilizar as transformações. A dica aqui é: "monte equipes para projetos específicos. Amplie as atribuições e responsabilidades."

E sabe qual o erro mais comum? Depois dessa trabalheira toda, você acaba contratando qualquer profissional. Por favor, contrate pessoas compatíveis com a nova cultura planejada para sua empresa. Entenda, "se você tiver de escolher entre um candidato com habilidades e conhecimento melhores mas pouca adequação ao código cultural, e outro um pouco menos qualificado mas com boa adequação cultural, prefira o segundo e ofereça a ele o treinamento e o desenvolvimento necessários", aconselha Libby.

Beleza, gente nova entrando na empresa. O que fazer? Recrie seus processos de incorporação a esses novos colaboradores. E também "certifique-se de que os recém-contratados conhecem bem o que é esperado deles e compreendem as normas culturais da organização. Converse sobre as formas de trabalho que conduzem ao sucesso e esclareça as posturas que podem prejudicar o desenvolvimento profissional." Dica: recorra a relatos exemplares, enfatizando os sucessos e fracassos. Ele entenderá o recado.

Ah, eu ia esquecedo. Divulgar a nova cultura não basta. Sua empresa deve ter práticas que alimentem os funcionários de mensagens sobre a nova cultura. Empresas são como seres vivos, precisam ser alimentadas. Não deixe esse gigante com fome. A maneira mais comum usada pelas grandes corporações é difundir nas reuniões, nos programas de treinamento e em todo o material de comunicação, mensagens culturais que reforçam os valores, a missão, as tradições e as práticas da empresa.

Noto que estamos navegando muito pelo campo teórico. Essa é uma zona perigosa. Para fugir dessa armadilha, "faça com que todos se comprometam; não deixe ninguém de fora". Nem que para isso você tenha que montar equipes multifuncionais. Você também pode reunir grupos aleatórios de funcionários para reuniões mensais em cafés-da-manhã ou almoços. Quem sabe até você consiga o "apoio de pessoas apaixonadas pela idéia de identificar possíveis desajustes culturais e sugerir soluções para eles." Já pensou?!

Seja ético. "Construa uma marca interna capaz de reforçar a marca externa. Comprometa-se a proporcionar uma experiência coerente aos funcionários. Certifique-se de que os colaboradores conhecem os elementos de sua experiência profissional que favorecem sua carreira e sua vida profissional. Procure criar uma reputação de bom local de trabalho tanto dentro como fora da empresa."

No final de tudo, o mínimo que se espera é que você saiba reconhecer e premiar os bons resultados. "O reconhecimento e o sistema de recompensa devem ter consonância com a cultura que você está tentando reforçar."

Tudo vai começar a andar... e o que vai aparecer? Problemas! Principalmente com as lideranças, eu garanto. Nesse momento não preca a oportunidade de associar-se com líderes que sejam promotores da nova cultura. "Identifique as lideranças com maior potencial e invista nelas, por meio de programas de desenvolvimento de lideranças. Assegure-se de que esses programas reforcem as mensagens culturais. Não poupe esforços para manter quem atua como multiplicador da cultura."

E enfim, relaxe. Isso, tente tornar as coisas divertidas e interessantes. "Crie desafios e atividades que reafirmem a cultura. Lembre-se de que comemorações e eventos ajudam nesse processo." Embora não pareça, o pessoal dos Recursos Humanos estão aí para isso mesmo!


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Campanha Dove Pela Real Beleza

A Dove há algum tempo vem desenvolvendo o conceito da "Real Beleza". Modelos gordinhas, com sardas, rugas e cabelos naturais. A campanha foi um sucesso. Criada pela Ogilvy, a campanha foi premiada no Euro EFFIE, Clio Awards e o Festival de Londres, todos em 2005.

Agora surge um novo sucesso, a campanha "Dove Evolution". Na hora lembrei daquela polêmica, que começou em setembro, quando modelos com IMC (índice de massa corpórea) abaixo de 18 foram proibidas de participar da Semana de Moda de Madri, por terem visual semelhante às anoréxicas.

O anúncio "Dove Evolution" mostra o processo de transformação de uma modelo até chegar no outdoor: maquiagem, cabelo, roupa, PhotoShop, iluminação. Segundo a empresa, a campanha global Dove pela Real Beleza tem o objetivo de questionar o padrão atual e oferecer uma visão mais saudável e democrática da beleza. Uma visão de beleza que todas mulheres podem ter e aproveitar todos os dias.

Com certeza essa é uma campanha que provoca nossos sentidos e nossos conceitos. O que é real? Começei a viajar por Matrix, mas isso é outro post. Confira o comercial clicando no botão play da imagem abaixo.


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Teoria Lost | Linus Pauling e a Fonte da Juventude

No episódio 3x02 uma frase me chamou atenção: "Muito prazer Jack, meu nome é Benjamin Linus". Responda rápido: quantos "Linus" você conhece? Eu conheço dois. Um deles é Linus Benedict Torvalds (1969-?), finlandês criador do kernel do sistema operacional GNU/Linux. O outro é Linus Carl Pauling (1901-1994), um famoso químico americano, ganhador de dois prêmios Nobel. O primeiro em 1954, por sua pesquisa sobre a natureza da ligação química e sua aplicação à elucidação da estrutura das substâncias complexas, e segundo em 1962, por tentar proibir o uso das armas nucleares [1].

Se você tem mais de 15 anos, com certeza já estudou Química e deve conhecer o famoso "Diagrama de Linus Pauling" sobre a distribuição dos elétrons pelos subníveis da eletrosfera. O que seu professor de Química não deve ter mencionado é o "lado negro" desse grande cientista. Foi Linus Pauling o maior responsável pela disseminação - equivocada - da crença que altas doses de vitamina C são eficazes contra resfriados, gripes e outras doenças [2].

A Iniciativa Dharma usou as escotilhas da ilha de Lost como um laboratório para aplicação das teorias de Linus Pauling. A cobaia mais evidente é Desmond. Você lembra o que nosso brotha estava fazendo quando Jack, Locke e Kate explodiram a escotilha? Explico depois.

Além desse equívoco inicial, Linus Pauling não parou por aí. Em seus livros (1970 a 1986), ele começou a especular que megadoses de certas vitaminas e minerais podiam tratar diversas formas de doenças, tais como: problema mental, câncer, problemas cardíacos etc. Denominou esta abordagem de "ortomolecular," que significa "molécula certa" [2].

O termo ortomolecular provém de duas palavras gregas, orto (equilíbrio) e molecular (das moléculas). A Medicina Ortomolecular tem como objetivo básico compreender as interrelações bioquímicas que ocorrem em nosso organismo e, a partir desse conhecimento, atuar para manter o equilíbrio das moléculas e, de maneira mais global, das células, órgãos e sistemas que o compõem. [3]

Linus Pauling, já em 1960, considerava que só se pode falar em saúde quando as moléculas de nosso organismo estão em constante equilíbrio. Quando esse equilíbrio é rompido, acarretando uma desorganização molecular, adquirimos as doenças. [3]

Você já se perguntou porque Desmond estava isolado numa escotilha em quarentena? Eu sei, eu sei, a escotilha é uma Caixa de Skinner. Mas a escotilha também serve para controlar o oxigênio inalado por Desmond. Pense comigo, para que serve isso? Saiba que um dos principais responsáveis por essa "desorganização molecular" defendida por Pauling, são os "radicais livres".

A vida é um processo de combustão. O oxigênio, crucial para a existência, é também tóxico para as células. Ao respirarmos, parte do oxigênio consumido, obrigatoriamente, é transformado em radicais livres - moléculas instáveis que podem lesar, via oxidação, todas as macromoléculas da célula. E radicais livres que, em excesso, superam os mecanismos de defesa naturais das células e provocam o estresse oxidativo, onde milhões de células são danificadas e perdem sua função. Nascem então, as doenças. [4] Entendeu?

O que quero que você entenda é que o ar que o Desmond respirava era controlado. Lembra do medo dele quando saiu pela primeira vez da escotilha? Desmond não poderia respirar oxigênio "impuro", pois isso afataria os níveis de radicais livres no organismo, causando doenças. Hummm... não queria te deixar com uma pulga atrás da orelha, mas já que começamos, lá vai. Lembra quando a boa selvagem Danielle Rousseau disse que todos os seus amigos morreram de uma doença misteriosa??? Você pensava que era o quê?

A tal da Medicina Ortomolecular aparece como a solução que iria reverter este desequilíbrio molecular, através de suplementação vitamínica, micronutrientes, oligoelementos e antioxidantes sintéticos, tanto por via oral, quanto parenteral e endovenosa. Veja só... Quando os losties exploridam a escotilha, Desmond estava preparando uma dose cavalar de suplemento e aplicando vitaminas/sais minerais na veia. Esse é um dos tratamentos hipervitamínicos (megadoses) usados pela Medicina Ortomolecular. A injeção de certas substâncias chamadas "agentes quelantes", servem para remover do sangue os metais pesados em excesso. O EDTA é um deles, e foi descoberto pela medicina para tratar algumas intoxicações. E aqui o terreno já fica cada vez mais fantasioso. [5]


Alguns médicos apregoam que o tratamento semanal com esses agentes rejuvenesce, evita o câncer, combate a velhice, diminui o estresse e outras coisas sem comprovação, e até perigosas. Esses tratamentos passam por práticas médicas extremamente rentáveis, que enfiam um tubo nas veias de seus pacientes, uma ou duas vezes por semana, e injetam na circulação misturas com composição desconhecida, que propagam fazer todos esses milagres. [5] É um negócio lucrativo.

Tudo muito bonito. No entanto, diversas equipes de especialistas examinaram as alegações dos proponentes da "ortomolecular" e concluíram que elas não têm fundamento. [6] No início da década de 70, uma força-tarefa especial da American Psychiatric Association investigou as alegações dos psiquiatras que adotaram a abordagem ortomolecular. A força-tarefa apontou que estes profissionais usaram métodos não convencionais, não apenas no tratamento mas também para diagnosticar. [2] Ou seja: a terapia de megavitaminas não só era ineficaz, como poderia ser prejudicial ao ser humano.

A Iniciativa Dharma, como sempre, desconsiderou todos esses comitês e resolveu fazer suas próprias experiências. Para isso selecinou cientistas, recrutou cobaias e fez todas essas experiências malucas que você adora assistir. Pense bem, por que uma ilha teria tantos cientistas e médicos? Lembra do seqüestro da Claire? Lembra do Ethan vestido de médico? O próprio Ben apareceu em uma das imagens vestido de médico. A Juliet deixou entender que é médica. O próprio Jack (quem sabe?!). Por tudo isso, digo com absoluta certeza: alguns deles estão desenvolvendo experiências com Medicina Ortomolecular. Encontrar a cura de doenças? Não! O que eles querem é encontrar a Fonte da Juventude.


OBS: Texto originalmente publicado no fórum do LostBrasil, local em que você poderá acompanhar todo o debate sobre essa teoria.

REFERÊNCIAS: [1] Wikipédia. [2] Stephen Barrett, M.D.. [3] Dra. Raquel de Mello Porto. [4] Guilherme Deucher. [5] Renato Sabbatini. COMPLEMENTARES: Dra. Mônica Musman Katz. Wikipedia (em inglês), traduzido por Hélio Augusto Ferreira Fontes. Saúde na Internet. Lipton M and others. Task Force Report on Megavitamin and Orthomolecular Therapy in Psychiatry.
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O pé de feijão

Você também acha que o mundo está cada vez mais cético? "Piratas do Tietê" de Laerte satiriza na Folha de S.Paulo.

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O Diabo Veste Prada: um filme que diverte, mas não mata ninguém de ri

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006) é uma comédia adaptada do livro homônimo escrito por Lauren Weisberger. Estrelado pela grande Meryl Streep no papel de Miranda Priestly, o filme conta os bastidores da mais importante revista de moda de Nova York. A estória causou um grande estardalhaço porque a personagem Miranda Priestly é inspirada em Anna Wintour, a poderosa... Leia mais.
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